Seriados antecipam funções do futuro

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A ficção científica, ao longo das décadas, provou mais de uma vez que as inspirações para roteiros aparentemente mirabolantes podem vir, sim, de uma projeção futurística. Livros e filmes previram desenvolvimentos tecnológicos no passado, e agora que as séries de TV se tornaram um formato de grande sucesso na cultura pop, os roteiros de muitos desses seriados também mostram funções que podemos ver no futuro, de acordo com analistas que projetam onde a tecnologia estará em 10, 20 e até 50 anos.

Nos últimos anos, seriados de TV abordaram temas que vão desde viagem no tempo à distopias futuristas, passando por inteligências artificiais avançadas e tecnologia invisível. Separamos alguns desses seriados e falamos como eles podem estar prevendo um futuro bem próximo:

Doctorwho

Doctor Who: viagens no tempo
O Doutor viaja pelo espaço-tempo usando a TARDIS, uma máquina do tempo alienígena. É claro que ainda estamos longe de viajar no tempo, mas em junho desse ano, físicos da Universidade de Queensland conseguiram simular viagens no tempo para partículas quânticas, isso é, partículas de luz. No universo quântico, é possível resolver os paradoxos das viagens no tempo, dizem os cientistas.

orphanblack

Orphan Black: clonagem
Em Orphan Black, a protagonista descobre que existem outras mulheres idênticas a ela espalhadas pelo mundo e que ela e as outras “elas” correm perigo. Na vida real, cientistas produziram o primeiro animal clonado em 1996, a ovelha Dolly. Questões éticas e morais freiam o estudo e as possibilidades de clonagem em seres humanos, mas a ciência já conhece a tecnologia e o método.

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Lost: universos paralelos
Lost demorou anos para terminar, mas quem assistiu a série até o fim entendeu que um dos elementos principais eram os universos paralelos. Mas você sabia que muitas das teorias físicas mais bem aceitas sobre como funciona o universo e o espaço tempo assumem a existência de universos paralelos aos nossos – algumas falam em infinitos universos paralelos, em que todas as possíveis histórias alternativas das nossas vidas podem ter ocorrido – estar ocorrendo ou ocorrer no futuro. Em resumo, o que queremos dizer é que há teorias baseadas em hipóteses matemáticas que trabalham com a existência de universos paralelos ao nosso, talvez infinitos, mais ou menos como em Lost, onde escolhas diferentes pelos personagens rendiam linhas do tempo paralelas.

Fringe

Fringe: dimensões paralelas, clonagem, neurosciência, paranormalidade
Fringe é uma das séries de ficção científica mais aclamadas dos últimos tempos e, embora tenha dado uma derrapada na última temporada, ela trouxe a questão dos universos paralelos para o centro da trama. Em Fringe, com frequência o ‘cientista maluco’ da série é capaz de usar máquinas sofisticadas para ‘ler os pensamentos’ de alguém, e embora isso pareça completamente falso, não está tão longe da realidade. A ciência já teve sucesso em desenvolver equipamentos capazes de traduzir impulsos elétricos do cérebro em figuras ou em palavras. Em junho desse ano, empreendedores lançaram um equipamento com preço final relativamente barato – US$300 – capaz de ler emoções, nível de atenção e até de produzir movimentos apenas com a força do pensamento. Um outro estudo, de 2012, mostrou que a ciência já consegue reconstruir palavras direto da sua mente a partir do que você lê.

Black-Mirror

Black Mirror: superinteligência artificial, espetacularização da sociedade
Black Mirror é uma das mais revolucionárias séries de ficção científica. Tem poucos episódios por temporada e cada um descreve um dilema hipotético envolvendo tecnologia e futuro, e se você nunca viu e se interessa pelo assunto, a série é imperdível. Em um dos melhores episódios, uma mulher fica viúva e descobre estar grávida do marido falecido. Ela então resolve testar um programa que simula a inteligência humana baseada nos registros em redes sociais do indivíduo, e é aí que as coisas começam a ficar confusas. No começo desse ano, um programador anunciou que está desenvolvendo um robô que recria a inteligência artificial de alguém em um bate-papo baseado nos registros que essa pessoa deixou em vida.