Meu primeiro computador

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Falar sobre como o computador se tornou parte essencial da nossa vida pessoal e profissional é desnecessário: o PC passou de item de luxo a um eletrodoméstico quase essencial. De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilio, o Pnad, divulgado em setembro, 49,5% dos lares lares brasileiros têm um computador.

Hoje, o computador é uma central multimídia completa, que acabou deixando alguns outros aparelhos da casa obsoletos, como o DVD e o rádio, cuja presença nos domicílios do país caiu, de acordo com a pesquisa do Pnad. E para algumas pessoas, ele é muito mais que isso: é uma janela para o mundo, uma oportunidade de ascensão profissional, um atalho para uma vida social mais rica e diversa e também uma ferramenta de desenvolvimento pessoal.

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“O primeiro desktop de que eu tenho lembrança foi um Dell. Eu tinha uns 10 anos, acho que foi um da série XPS”, contou o Analista de Suporte Luiz Gustavo Silva, de 26 anos. Ele é tão apegado ao gadget que ainda usa os pentes de memória desse computador como chaveiro. Não à toa, Luiz seguiu a carreira de T.I., esse desktop teve um papel importante nisso. “A escolha por um Dell foi dos meus pais, que aproveitaram o preço do dólar na época. Em 2010, quando comprei meu primeiro notebook, comprei [um Dell] por causa do suporte. Ele foi minha porta de entrada para a tecnologia em geral e o uso de computadores na minha vida”, conta ele, que naquela época usava PC principalmente para entretenimento, como jogos e vídeos.

Mas há também quem não apenas se inspire no mundo da tecnologia para seguir carreira na vida adulta – é o caso da jornalista Thalita Freitas, cujo primeiro computador pessoal foi um notebook Dell Inspiron, que ela comprou aos 18 anos, em 2010. Trabalhando em casa, ela precisava de um bom computador, que não a abandonasse especialmente para as atividades na faculdade que exigiam o uso de programas pesados como o Corel Draw, o Indesign e e o Photoshop.

Ela escolheu um Dell porque já tinha um notebook da linha Vostro em casa e disse ter se apaixonado pela então recém lançada série I3. “Na época, passei também por um período complicado e me refugiei assistindo seriados e escrevendo poemas. O notebook fez com que eu me conectasse com o mundo, mesmo que de dentro do meu quarto. O uso era basicamente diário e ele foi a grande ferramenta para o desenvolvimento do meu TCC, então diria que ele era tão importante quanto comer”, contou ela sobre a relação que criou com seu Inspiron na época. Thalita é grande fã da marca e diz que o próximo passo deve ser um Ultrabook da marca. “Meu notebook foi usado e surrado na época da faculdade, aguentou bem o tranco e até hoje é a melhor máquina que temos na minha casa”, reflete.

Para o analista de marketing e blogueiro André Nunes, o maior atrativo para escolher um Inspiron 1545 como seu primeiro computador pessoal foi a possibilidade de personalizar a configuração da máquina de acordo com suas necessidades de trabalho e diversão. O Inspiron ficou com ele por quatro anos e agora pertence à sua mãe, mas ele é dono de um Vostro 5470 ultrafino. “Meu trabalho principal é com licitações eletrônicas, e agora que tenho um ultrafino fica fácil levar para casa, trabalhar nas minhas outras atividades e também usar o computador para se divertir”, conta ele. O computador não é fundamental só para a vida profissional de André, mas também para um de seus hobbies, o blog Skaterapia.

Se antigamente a lembrança afetiva de um presente marcante da infância era uma bicicleta ou um videogame, hoje muitos adultos e adolescentes lembram de seu primeiro computador. Geralmente, essa recordação traz sensações, sons e rostos de pessoas que fizeram parte de sua vida na época, que valem ser mantidas por toda a vida. Em breve, ao invés de diários, poderemos ter guardado como lembrança nosso primeiro computador.