Conheça o passado e o presente da edição de fotos

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Há poucos anos, se você tivesse uma câmera digital e precisasse, digamos, fazer pequenas edições em uma foto, como tirar olhos vermelhos ou ajustar a cor, os caminhos para isso seriam um pouco mais difíceis. Seria necessário comprar um programa caro de edições de foto, ter um computador com alto poder de processamento que fosse capaz de rodar esse programa e, principalmente, ter o conhecimento necessário em design, teoria de cores e iluminação, além – é claro – de aprender a usar o software. Trabalho demais para um par de olhos vermelhos, não é mesmo?

Isso tudo mudou com o barateamento da tecnologia e a popularização de softwares gratuitos de edição de imagem. Trabalhos que antes podiam ser enviados para um designer profissional podem ser feitos em casa, em aplicativos na nuvem. E mesmo o processo trabalhoso que um editor de imagens enfrentava para melhorar imperfeições em uma foto foi encurtado. Ou seja: ganharam os profissionais, com a praticidade e a rapidez da tecnologia, e os leigos, que não precisam mais de tanto tempo, conhecimento ou dinheiro para cuidar de pequenos ajustes.

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A designer Mariana Lucio, de 23 anos, teve o primeiro contato com programas de edição de imagem aos 13 anos. “O Fotolog bombava entre os adolescentes e eu usava para inserir trechos de músicas nas fotos, colocar detalhes nas bordas, destacar objetos coloridos em uma imagem em preto e branco. Essas foram minhas primeiras aventuras”, conta ela. Era preciso tirar a foto na câmera, plugar um cabo, baixar as fotos para o computador, ter um programa de edição de imagem – eles costumavam ser caros – e contar com a colaboração do processador e da placa de vídeo para editar imagem por imagem. Hoje, a maioria desses passos foi reduzido: as fotos podem ser transmitidas pela internet ou por uma pasta compartilhada, há editores gratuitos de imagem online, na nuvem, e os computadores mais baratos do mercado aguentam facilmente o trabalho de formatar uma imagem em um editor online, mais leve.

É essa a experiência da estudante de moda Natália Melo, de 23 anos. Usuária do fotolog na adolescência, ela hoje usa aplicativos para editar suas fotos e não abre mão desse ritual antes de postar as imagens no Instagram. No fotolog, Natália também usava um programa de edição de imagens “às vezes”, mas diz que a facilidade hoje em dia é muito maior. “Na época tinha todo o trabalho de passar a foto pro computador, abrir o programa pesado, e depois entrar no site e postar. Hoje em dia voce faz isso em 5 minutos, tudo por um dispositivo móvel”, diz ela. Ajustes como brilho, contraste, tirar ruído e ajustar a cor não podem faltar nas fotos da estudante.

Há também uma coleção de sites que podem te ajudar a fazer montagens, colocar filtros, editar cor e elementos da foto de maneira leve e gratuita. Não é preciso baixar nada, apenas entrar nos sites, carregar sua foto e começar a editar.

Separamos os principais:
Picmonkey
O mais completo e intuitivo. Ideal para quem nunca mexeu em um programa de edição de fotos antes mas quer resultados de qualidade. Tem variadas opções de fontes, filtros, permite montagens com facilidade e além disso oferece filtros temáticos de acordo com a época do ano – Natal, Halloween e Páscoa são alguns deles.

Pixlr
Mais complexo e profissional, simula a interface dos mais famosos editores de foto para o computador. Tem mais recursos que o PicMonkey, mas não é tão fácil de usar.

Befunky
Visual clean e fácil de mexer desde a primeira vez, mas o destaque fica para os filtros moderninhos e a ferramenta de montagens.