Infraestrutura de dados trabalhando a seu favor

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O que antes exigia computadores em enormes salas refrigeradas hoje pode ser armazenado no seu bolso. E as empresas, claro, têm se aproveitado das inovações em tecnologia para melhorar os negócios. Os serviços de cloud, ou armazenamento em nuvem, se multiplicam rapidamente e crescem 30% ao ano, segundo dados do Fórum Mundial de Cloud.

A América Latina está aquecida para o mercado e o Brasil é o grande foco. De acordo com pesquisa publicada em fevereiro pela IDC (International Data Corporation, na sigla em inglês), o país receberá em 2014 um total de US$ 175 bilhões de investimentos em TI e Telecom. Um dos destaques é o amadurecimento de estruturas de Big Data/ Analytcs, responsáveis pela movimentação de US$ 426 milhões neste ano, segundo o relatório.

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Tal cenário, segundo a pesquisa, posiciona o Brasil como o quarto maior mercado de tecnologias de informação e de comunicação no mundo. “Nosso mercado de serviços em TI tem crescido, em média, 8 ou 9%”, explica Renato Rosa, analista de mercado da IDC. “O Brasil se consolidou como o quarto maior mercado no mundo e passou o Reino Unido. A diferença, até por uma questão geográfica, é que aqui o mercado de Telecom é maior”, diz.

Trata-se de um momento de redefinição de sistemas e rotinas de trabalho e as grandes empresas perceberam e atuam neste sentido. Bom exemplo é a Dell, cujo fundador foi às redes de televisão norte-americanas, no fim do ano passado, para falar sobre o futuro da empresa depois de ela voltar ao capital privado. “Hoje, todos usam o armazenamento em nuvem de uma forma ou de outra. Quando você pensa em um dispositivo móvel, na verdade não há nenhuma informação no equipamento na hora da compra e toda a informação está na nuvem. Estamos envolvidos em construir a infraestrutura e os datacenters que empoderam tudo isso. Aí todo mundo pode ter o poder da nuvem nas mãos, nos bolsos. É o novo jeito de fazer TI”, disse Michael Dell à emissora CBS News na ocasião.

As novas formas de armazenamento podem ser interessantes para empresas de perfis variados. “Uma empresa de porte médio, por exemplo, pode ser muito beneficiada com um armazenamento em nuvem, porque ela consegue ter acesso a uma tecnologia atual com um custo mais interessante”, diz Emerson José Beneton, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação (ABRAT). “Mas é preciso prestar atenção, porque há um volume muito grande de tecnologias disponíveis e, às vezes, falta alinhamento entre os objetivos da empresa e o que ela realmente precisa em termos de tecnologia.”

Beneton destaca a área de prestação de serviços como um dos grandes exemplos de setor que já não sobrevive sem o uso das tecnologias de informação. “Mas, hoje, nem uma padaria funciona direito se não fizer uso destas tecnologias. O que ela pode ganhar com sistemas automatizados e análise de perfil de cliente e de compra é muito grande”, diz. Um sinal de que empresas menores podem se beneficiar cada vez mais das tecnologias.

Renato Rosa, da IDC, também avalia o momento como sendo propício para a apropriação dos novos sistemas por empresas de todos os portes. “Do ponto de vista da estrutura, os serviços de cloud garantem escalabilidade. O custo inicial para uma empresa investir em uma estrutura pequena de TI é muito caro. Mas, quando você pensa em um modelo de cloud, é possível montar frações”, diz ele. “Então, as empresas compram exatamente aquilo que elas realmente vão usar”.

A experiência e a evolução dos serviços de armazenamento em nuvem indicam novos caminhos para o futuro. E, nesta nova trajetória, fica claro que pequenos negócios podem aproveitar com mais facilidade os benefícios de novas ferramentas e que grandes empresas têm a possibilidade de diversificar investimentos em tecnologia.